quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Notícia: Lançamento de livro OS PAIS DA GERAÇÃO Y

Compreender o passado para entender o presente e idealizar o futuro. Esse é um dos principais objetivos dos historiadores e também de Gilson Marcio Machado, que lança a obra “Os Pais da Geração Y”, da All Print Editora. Na publicação, Machado faz uma retrospectiva a respeito da geração nascida no período pós 2ª Guerra Mundial, que atualmente são pais e avós dos nascidos a partir da década de 1980, as chamadas gerações X, Y e Z.
O autor discorre sobre toda a jornada de vida de sua geração e seus contemporâneos, a chamada Baby Boom, verdadeiros percursores das modernas tecnologias existentes no mundo atual. Traça, ainda, um paralelo entre os comportamentos das pessoas nascidas nos anos 1950 e as gerações atuais, no campo da tecnologia, cultura e usos e costumes, além, é claro, da atuação no mundo corporativo.
O livro conta com a participação de Norberto Chadad, CEO de Thomas Case & Associados, conhecido como o engenheiro que virou facilitador de gente. Por meio de seus artigos, Chadad faz uma análise, esclarece e orienta com dicas importantes os empresários e os trabalhadores atuantes no mundo corporativo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A DECADÊNCIA DO PT NO PODER

                                         A DECADÊNCIA DO PT NO PODER

A decadência petista continua numa espiral que supera qualquer outra na história da República Federativa do Brasil. Não se trata de uma afirmação de alguém que é anti-petista, mas sim de quem observa e analisa os acontecimentos que tem ocorrido com o governo da situação, igual a milhões de cidadãos. Vejamos os principais sinais de que o governo petista já recebeu a “extrema unção”:

. Os índices de rejeição dos brasileiros ao governo Dilma. Na última pesquisa do Datafolha de agosto passado, o índice de rejeição chegou a 71% dos brasileiros e com um índice de aprovação de apenas 8 %.

. O aumento do desemprego devido ao sucateamento de empresas, em decorrência da situação econômica do país que se encontra em recessão. O PIB – Produto Interno Bruto fechou em 2014 com 0,1% e com previsões de fechar com um crescimento negativo em 2015 de -3.0% e -1,0% em 2016. 

. Aumento da inflação, o que tem provocado a volta das famosas maquininhas de precificação, com uma incidência que chega a provocar descontrole nos preços expostos nas gôndolas dos supermercados e os do sistema que imprime sua nota de compra no caixa. Os preços dos produtos básicos que consumimos habitualmente em sua maioria subiram ao mínimo em 50%, em curto período de tempo

. O rebaixamento da nota do país nos órgãos de crédito internacionais. Como exemplo a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s reduziu a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa, o que significa que há chance de nova revisão para baixo. Com essa classificação o país perde o grau de investimento, conferido aos países no rol de bons pagadores e seguros para investir. Essa revisão tem a ver com a proposta orçamentária do país para o ano de 2016 que prevê um déficit primário de R$30,5 bilhões ao invés de um superávit estimado anteriormente de 0,7%.

. O TCU – Tribunal de Contas da União reprovou as contas de 2014 do governo federal, fato que ocorre a primeira vez com a República. Caberá o julgamento final, conforme a lei, ao Congresso Nacional.

. O TSE – Tribunal Superior Eleitoral, investiga a campanha que elegeu Dilma e seu Vice em 2014, o que poderá acabar em anulação dos resultados eleitorais, o que exigiria novas eleições num período de 90 dias, nesse ínterim assumiria o Presidente da Câmara dos Deputados.

. Vários pedidos pró-impeachment estão na gaveta do Presidente da Câmara, afora aqueles que já foram descartados, estando pendentes de acatamento ou não, inclusive, o do jurista Miguel Reale Jr e Hélio Bicudo, um dos criadores do partido PT.

O governo federal na pessoa da Presidenta Dilma, já tentou várias alternativas de coordenação política e, quanto mais tenta, mais embola o “meio de campo”. Já deixou nas mãos de seu Vice, Michel Temer, que se abdicou da função, e terminando a deixar com o seu antecessor Lula, essa função que na prática é inerente ao cargo da Presidência da República.

Um último suspiro fora dado com a reforma ministerial, incluindo a redução de 39 para 31 ministérios, numa tentativa de conseguir apoio no legislativo para votar, no momento, os vetos presidenciais, que segundo a visão do governo precisam ser mantidos e, para isto se é necessário um quórum mínimo de presença, o que não se conseguiu até então.

Tudo está contra a maré nessa que deverá ser a última empreitada do PT – Os próprios aliados tentam usar e abusar do governo por esse estar à minguá por apoio; o povo já foi às ruas várias vezes pedindo o impeachment de Dilma.

O Ministro da Fazenda de Dilma, Joaquim Levy, está com uma missão impossível nas mãos, pois o problema básico, antes do econômico, é o de credibilidade política que o PT- Partido dos Trabalhadores perdeu, devido aos sucessivos escândalos de envolvimento em corrupção que vieram à tona com o Mensalão e mais recentemente o Petrolão com a Operação Lava Jato que desbaratou o maior escândalo de corrupção que o mundo contemporâneo sofreu , adicionando-se ao fato do PT ter feito promessas de campanha que não foram cumpridas, e que afetam diretamente os bolsos dos trabalhadores e também do mundo empresarial da nação.

Chegou a hora de bater em retirada, não há remédio para o mal produzido ao país, a não ser aquele de banir do poder os que traíram a confiança de 54,5 milhões de eleitores.

Crônica de

Gilson Marcio Machado

domingo, 4 de outubro de 2015

A ARAPUCA POLÍTICA

                                      A ARAPUCA POLÍTICA 

Estamos atualmente dentro de uma autêntica arapuca. Para quem viveu sua infância no interior identifica arapuca como uma armadilha feita de galhos ou bambus secos para aprisionar pequenos animais desavisados, normalmente atraídos por alguma isca. Porém, conforme o dicionário Michaelis, também significa:

. “Negócio para iludir os incautos; conto-do-vigário”
. Por sua vez “incauto” significa: “ que não é cauto; sem cautela; crédulo, ingênuo; imprudente e aquele que não tem cautela. ”

É exatamente como me sinto com essa reformulação dos ministérios, incluindo, nessa falcatrua a redução de 8 ministérios, num universo de 39, o que praticamente nada significa.

É um arranjo descarado de unir forças no Congresso Nacional anti- impeachment da Presidenta. Pois junto a redução pífia dos ministérios veio também a reforma ministerial e o maior arranjo feito foi o de tirar o Mercadante da Casa Civil e substitui-lo pelo Jaques Wagner dantes da Defesa. Vontade absoluta de Lula, que tem afeto por Jaques e desafeto por Mercadante. De qualquer forma é sabido que essa reforma ministerial teve como objetivo principal angariar apoio a Dilma no Congresso e, sob a batuta de Lula, que tem interagido descaradamente atropelando a Presidenta para auto defender sua candidatura em 2018. Nesse aspecto temos uma Presidenta que passou a ser Ex e um Ex que passou a ser Presidente.

O Poder Executivo tem feito de tudo para desmoralizar o Presidente da Câmara, o terceiro na sucessão Presidencial no caso de vacância do Presidente e de seu Vice. As denúncias sobre ele fluem rapidamente como todas deveriam fluir, o que não ocorre, mas com Cunha a coisa anda rápido – é óbvio, pois está em suas mãos acatar um dos pedidos de impeachment e colocá-lo em votação.

A principal arapuca consiste no fato das interferências no poder por Lula que visa preservar o máximo possível de que possa do PT, para tentar voltar ao poder em 2018. E, por outro lado a oposição, principalmente o PSDB, deixa desmoralizar ao máximo possível a Presidenta e seu partido, mantendo-a no poder com a filosofia de quanto mais ficar pior para o PT e mais chances ao PSDB em 2018; porém, é pior para o Brasil também.


Que saudades de minha infância quando arapuca era algo para pegar pequenos animais ou aves (não se falava em IBAMA naquela época). Hoje a arapuca política está colocando em risco toda a economia nacional, incluindo a desvalorização ascendente do Real, aumento da inflação e do desemprego. Haja vista o rebaixamento da nota do pais nos órgãos mundiais de avaliações de crédito.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O MUNDO DOS MUÇULMANOS

                             O MUNDO DOS MUÇULMANOS

M
uçulmano é o nome dado ao adepto do islamismo. Este por sua vez é considerado um seguidor da religião abraâmica , monoteísta, cujos ensinamentos estão fundamentados no Alcorão, que é considerado pelos seguidores como a palavra de Alá (Deus em árabe). Os muçulmanos consideram Maomé como o último profeta de Alá. Acreditam que o islã é única versão completa da fé que foi revelada em muitas épocas e lugares, incluindo nesses movimentos Abraão, Moisés e o próprio Jesus; considerados profetas pelos seguidores do Islã.

Os muçulmanos tem uma ramificação histórica, sendo sua maioria (em torno de 80 %) sunitas e uma minoria (cerca de 20%) de xiitas . A exemplo dos cristãos que também se dividiram em Católicos Apostólicos Romanos e Lutero com os seus seguidores protestantes.

A população mundial está em torno de 7,3 bilhões de habitantes, sendo cerca de 22% muçulmanos ( 1,6 bilhões ). O número até que é bem razoável, porém o maior problema seria a concentração de muçulmanos em determinadas partes do mundo que provocam um desiquilíbrio entre muçulmanos e cristãos, que acaba abalando as relações diplomáticas e até de segurança nacional do ocidente e vice-versa.

A maior parte dos muçulmanos vive na Indonésia, inclusive, é o maior pais muçulmano do mundo, com 13% da população islamista do mundo , vindo a seguir 25% no Sul da Ásia , 20% no Oriente Médio e 15% na África do Norte. Porém, o mais preocupante é a sua absoluta predominância em determinadas regiões e países , como por exemplo, nos países abaixo a população de muçulmanos passa de 90% da população total de cada um:- Afeganistão – Argélia – Arábia Saudita – Egito – Irã – Jordânia – Líbia – Omã – Paquistão – Somália – Senegal – Síria – Gâmbia – Bangladesh – Cisjordânia – Iêmen – Iraque e outros com porcentagens também significantes.

O maior problema para o mundo não islâmico é o fanatismo de alguns radicais que se suicidam para matarem cristãos em massa em nome de Alá. Esses radicais fanáticos depõem contra o próprio islã, a ponto de em algumas partes do globo, muçulmano ser sinônimo de terrorista, o que não há nenhum sentido lógico ou religioso, sendo simplesmente resquícios de atentados terroristas que comumentemente estão acontecendo pelo mundo provocados por radicais em nome de Alá.

Nos últimos tempos esse terrorismo de algumas facções do islã está provocando um desequilíbrio político, religioso e econômico em vários países, com suas populações procurando refugiarem para várias partes do mundo. A maioria dos casos de forma ilegal e acabam sendo vítimas de coiotes especializados em acharcarem as famílias desesperadas para deixarem a guerra e o terror de seus países de origem. Muitos têm morrido nessas tentativas de fugas.

Os muçulmanos radicais estão no momento criando dentro do território da Síria, país que se encontra em guerra civil, um Estado Islâmico e, não tem demonstrado nenhuma ética e muito menos irmandade, pelo contrário, tem demonstrado a barbárie , incluindo, decapitações filmadas para divulgá-las no ocidente.

Somente os países árabes vizinhos à Síria já receberam 4 milhões de refugiados, incluindo a Jordânia, e o Líbano principalmente. Muitos têm tentado entrar na Europa atravessando o Mar Mediterrâneo em embarcações clandestinas, cujos índices de naufrágios com milhares de mortos têm consternado o mundo.

A atual locomoção em fuga de povos dessas regiões em conflito, tem provocado mudanças de regras nas leis de imigração nos países europeus, no Reino Unido e até em países das Américas, incluindo o Brasil.


Muçulmano ou não, o que menos importa, o mundo precisa ajudar esses povos nesse momento difícil, desencadeados no pós Primavera Árabe, cujos movimentos sociais derrubaram governos, modificaram regimes de governo e a somatória de todos esses acontecimentos provocou um desequilíbrio social , político e principalmente religioso.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ó pátria amada, Idolatrada, Salve ! Salve !

                   Ó pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve !”

Já escrevi três livros de crônicas que incluem especialmente o tema político, cerca de 150 dessas. Confesso, calei-me sobre esse tema nas últimas semanas, por absoluta falta de assunto salutar , seja político, econômico, impeachment ou renúncia presidencial, a essa nossa pátria a que se refere essa estrofe de seu hino nacional (letra de Joaquim Osorio Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva).

Tenho falado sobre corrupção, mensalão e corrupção, lava jato e corrupção , Petrobras e corrupção, BNDES e corrupção, e para variar : lavagem de dinheiro e desvios, caixas de campanhas e desvios, enriquecimento dos políticos e desvios . Sempre envolvidos elementos do PT, dos seus chefões e até , alias principalmente do seu presidente emérito, retirante nordestino do interior do Pernambuco, ex-metalúrgico que se “acidentou” e perdeu um dedo , aposentando-se por incapacidade laboriosa, tornando-se sindicalista.  Percebeu que podia influenciar massas , chegando a Presidência da República e deu no que deu – chegamos a esse ponto em que estamos vivenciando devido ao projeto de governo de um partido que beira mais aos interesses escusos etnicamente e antidemocráticos que aos dos trabalhadores dessa pátria amada; o que contraria frontalmente sua bandeira de Partido dos Trabalhadores.
Muito já escrevi sobre Ruy Barbosa (1849 -1923 - Jurista, diplomata, escritor, filólogo, tradutor, orador e político), e não me esqueço esta sua frase, pois tem tudo a ver com os dias atuais do povo brasileiro ao qual me incluo:

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Quem mente ao povo em posição de comando de uma nação é motivo ao mínimo de impeachment em muitos países do mundo democrático – aqui a mentira dos políticos no poder é simplesmente deslavada, imoral, criminosa e outros predicados afins. Realmente são tão usuais essas práticas que nós o povo chegamos a envergonharmo-nos de ser honestos. Pois é um desânimo total, como é comum ouvirmos e até eu o falo:
                        “não vai dar em nada, tudo virará uma enorme pizza”

Quando vemos pela mídia que as delações premiadas já citaram Lula e Dilma e até então não foram nem sequer tocados pelo Procurador Geral da República, a quem competiria solicitar investigação ao STF- Supremo Tribunal Federal, pelo direito ao foro privilegiado, vergonhosamente foi reconfirmado no cargo por mais dois anos – sentimo-nos envergonhados de tamanha imoralidade que sugere um grande acordão.
As tão faladas “Pedaladas Fiscais” quando o governo Dilma manipulou números e alocações de verbas, elaborou normas em decretos alterando criminosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal. E, vemos o TCU – Tribunal de Contas da União permitir que se empurre com a barriga seu julgamento , como se o crime cometido pudesse ser praticado no governo do PT.

Quando vemos e assistimos passivamente, restando-nos tão-somente batermos nas panelas que até já estão amassadas e, ou protestarmos nas ruas, os grandes conchavos entre Dilma , Renan, Eduardo Cunha, Michel Temer, Lula, Ministros do Superior Tribunal Eleitoral e até alguns do STF-Supremo Tribunal Federal, e o mais escabroso, como já dito, Procurador Geral da República.

Quando vemos que a governabilidade desse país está à deriva, pois usam o timão do barco , em lugar de Dilma, ora Lula, ora Michel Temer, ora Renan , sem falar no Ministro da Fazenda que impõe condições ao invés de receber condições da mandatária e, ainda há aqueles que pretendem botar a mão nesse timão antes que o barco afunde de vez.

Falando ainda em governabilidade o PMDB acaba de cancelar seu apoio incondicional ao governo, com a saída de Temer da Coordenação Política do Governo (a única república democrática presidencial ,que conheço, que delega pelo presidente essa função). O Palácio do Planalto virou um palco de “criolos doidos” e “casa de Mãe Joana”, uma esbórnia total.

Os grandes lideres que essa nação já teve estão se virando em seus túmulos; talvez até aquele desaparecido no mar reapareça para esfregar a constituição de 1988 na cara de minha gente em Brasília. Pena que o país passa por uma crise, também, de ausência de lideres, onde até sapos barbudos chegam a pensar que o são, pois na ausência de maestro a orquestras fica em descompasso e qualquer um, por desqualificado que seja possa tentar regê-la; algo parecido com o atual momento da política no país.

Se Joaquim Osório Duque Estrada ainda fosse vivo , talvez fizesse uma alteração na letra do hino nacional, como alterar a frase do título desta crônica para a frase abaixo , que a encerra :

Salvemos a nossa pátria idolatrada!

Crônica de

Gilson Marcio Machado

quarta-feira, 15 de julho de 2015

MUDANÇA DE RUMO

                                       MUDANÇA DE RUMO

O mundo está passando, nessas duas décadas iniciais do século XXI, por verdadeira revolução social e cultural devido aos avanços tecnológicos da internet viabilizada maciçamente por aparelhos como os ipods, tabletes, notebooks, smartphones além dos caseiros personals computers.

Não estou aqui falando de nós , usuários e meros mortais, influenciados pelo modismo das redes sociais, dos selfies, e do mundo show business ao seu alcance num dedilhar na tela led de seus micros smartphones ou afins, onde queira que esteja, no seu leito , no seu banco carona do carro, na direção de seu carro, no banco de um transporte coletivo e, também, infelizmente à mesa de refeições de seu aconchego, nos passeios com sua turma e ou acompanhante ... Assim infinitamente proliferado .

O ser humano com sua capacidade de criação tecnológica que entrou no último quarto dos anos do século passado em curva ascendente e com capacidade que beira a geometria, como se a humanidade tivesse acordado de um sono profundo e hibernante em milhares de séculos – acordou dessa hibernação faminta de tecnologia da mesma forma que os ursos ansiosos por mel.

 A criatividade emanada dos atuais cérebros das novas gerações Y e Z ao mesmo tempo em que criam e desenvolvem novas tecnologias pela própria ânsia de seu modo de ser , também em paralelo, desenvolve a contra tecnologia, ou melhor dizendo, cria-se antídotos cibernéticos que conseguem invadir qualquer sistema de computadores do mundo, incluindo aqui, os poderosíssimos sistemas de segurança das principais nações do mundo, inclusive aquelas que detêm o poderio militar de destruição em massa, que é o caso dos sistemas de defesa estadunidense, incluindo claro, os computadores do Pentágono.

Em poucas décadas o poderio socioeconômico, a supremacia militar, e liderança de comandos existentes no então mundo correspondente, era fundamentado e lastreado , além de as máquinas físicas existentes, como as da indústria de guerra , as operatrizes de produção agrícola e as respectivas infraestruturas de logísticas espalhadas pelo globo terrestre, também no poder dos cérebros de celebridades do “show business” político, espalhados nos pontos estratégicos do poder, como os mega-assessores aos homens no comando das potencias, quando não os próprios lideres , a exemplo de Kissinger, Kruschev, Lenin, Mao Tse Sung, Kennedy, De Gaulle, Gorbachev e até o nosso Golbery por ocasião da ditadura militar. O mundo funcionava e se mantia assim, ou seja, com poderosas máquinas de um parque industrial voltado não só às industrias de bens de consumo, como também à indústria bélica e no poder de liderança de mentes privilegiadas de alguns poucos lideres mundiais com suas espionagens e contraespionagens, das hoje ultrapassadas, CIA, Interpol, Scotland Yard, KGB e outros.

Mas o mundo mudou e tornou as mentes dos famosos lideres e seus assessores especiais obsoletas – não por serem superadas por outras grandes lideranças ou gênios humanos, mas sim devido o advento da internet e o descobrimento das chamadas nuvens cibernéticas, onde tudo passou a ser armazenado e controlado por quem tiver a tecnologia , que por vezes é “produzida” com sucata cibernética em depósitos domésticos com a ação de mentes jovens e criativas nessas tecnologias.

Tudo hoje sem exceção está navegando nessas nuvens, nossas comunicações pelos e-mails pessoais , comerciais , de sistemas de segurança, das redes sociais, sistemas operacionais de todos os tipos de mercados, sejam financeiros, industriais, domésticos – tudo , mas tudo mesmo, a ponto de nada mais funcionar nesse mundo tecnológico sem os denominados “sistemas”. Se estiverem fora do ar por qualquer anomalia, como falta de energia, ação de hackers , ou problema técnico mesmo, tudo para , como os famosos avisos que de vez por outra encontramos nas repartições comerciais, publicas ou privadas: “Estamos sem sistema” e as portas cerradas.

Portanto, certamente estamos com mudanças de rumo, uma forma simplista de dizer que tudo em brevíssimo tempo poderá estar diferente em nossas vidas e no nosso habitat – quando podemos notar que o poder das máquinas, dos homens brilhantes, do poder financeiro, e todos demais poderes dantes significantes, estão em fase descendente de importância. O poder de armazenamento de informações das nuvens cibernéticas e as minúsculas placas de circuitos eletrônicos que cabem em uma só mão, poderão decidir e influenciar nos rumos a seguirmos, quiçá esses “jogos” fique sempre em mãos de pessoas de bom censo tanto religioso, como de humanidade e, bem longe das mãos das mentes doentias que possam fazer uso das mesmas para destruição em massa...

Na minha juventude assisti por algumas vezes ao filme “A Space Odyssey” (no Brasil : 2001 Uma odisseia no espaço). Um filme produzido em 1968 por Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke. O filme trata da evolução humana, tecnológica, da vida extraterrestre e da inteligência artificial . A nave era controlada pelo potente computador HAL 9000 que em determinada fase da estória deixa de obedecer ao comando dos astronautas e passa a tomar suas próprias decisões sobre os destinos da missão. A tecnologia apresentada no filme produzido há meio século, não são diferentes da realidade de hoje, pelo menos em termos básicos da tecnologia de navegação cósmica, satélites, módulos lunares, comunicações , mas e o HAL ?

Será que não estaríamos próximos de sermos controlados por supercomputadores como o HAL foi para a nave de Uma odisseia no espaço?

Uma crônica de

GILSON MARCIO MACHADO

sexta-feira, 10 de julho de 2015

BURACO NEGRO

Fórum dos Leitores
Estadão – 20 de maio de 2015

                                                 BURACO NEGRO

Buraco negro é uma região no espaço que possui uma massa grande concentrada que exerce uma força gravitacional não deixando escapar nada dessa força, nem mesmo a luz. E, já que nada consegue se mover mais rápido que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro. É um exemplo metafórico de como se encontra o Brasil nos dias de hoje, ou seja, estamos literalmente dentro de um buraco negro. Não conseguimos sair nem modificá-lo, e tudo é engolido por ele, sem que possamos ver nenhuma luz a nossa disposição.

Dentro desse buraco negro estão, por exemplo, as famílias brasileiras que em março atingiram um endividamento de 59,6%, ou seja, sessenta por cento das famílias estão endividadas. Os maiores credores são os vorazes cheques especiais, cartões de crédito, cheques pré-datados e empréstimos pessoais, além dos financiamentos pessoais e de carros. A estabilidade dos preços também está prisioneira nesse buraco negro, pois a inflação está com seu dragão à solta e os preços têm subido assustadoramente, principalmente nos itens básicos à população, como os alimentos e materiais de limpeza, higiene e perfumaria. Os carrinhos dos supermercados chegam aos boxes dos caixas cada vez mais minguados, pois o dinheiro ficou curto, na verdade desvalorizado nesses itens muito mais que nos índices econômicos.

 As empresas brasileiras, principalmente aquelas de pequeno porte, como prestadoras de serviços, restaurantes, bares, hotelaria, festas e entretenimentos de uma forma geral, estão literalmente prisioneiras desse buraco negro. Não conseguem sair do buraco, não conseguem manter seus negócios nem sequer desfazer-se dos mesmos, pois, para encerrar suas atividades, é preciso ter fundos para pagamentos de rescisões de contratos de aluguéis, empregatícios e encerrar a ciranda com os fornecedores. A situação é tão crítica que virou moda se precaver, os que estão em eminência de falência, e tirar seus bens de seus nomes, colocando-os em nome de parentes ou outros laranjas – o buraco é mais profundo do que possa parecer...
 O povo brasileiro está num estado de apatia, descrença no governo e nas autoridades constituídas, exceção a um juiz, que é o Dr Sérgio Fernando Moro; situação esta muito parecida com a de durante o impeachment de Collor de Mello e quando Itamar Franco assumiu o governo. Naquela ocasião, o salva-vidas da Pátria foi o Plano Real, que nos dias de hoje, em face da administração do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus desmandos, corrupção e um projeto criminoso de governo, corre o risco de se deteriorar e jogar de vez tudo dentro desse buraco negro, que tem uma dimensão a fazer inveja a qualquer galáxia do espaço sideral.


Gilson Marcio Machado


São Paulo

XADREZ -

Fórum dos Leitores
Estadão – 10 de maio de 2015

por Gilson Marcio Machado


                                                        XADREZ

O cenário político brasileiro está mais complicado que um jogo de xadrez para quem não conhece este jogo. O movimento das peças é matreiramente para dar o xeque-mate no adversário, ou seja, capturar o rei adversário ou fazer o adversário desistir, o que certifica a vitória de seu oponente - com raras exceções declaram-se o jogo empatado. Imaginemos Brasília como um enorme tabuleiro estendido no Planalto Central do País,

Dilma joga primeiro, portanto, com as pedras brancas, legitimada pelos eleitores; hoje pedem sua captura. Ora o jogador oponente, das pedras pretas, é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por vezes passa o jogo para Renan Calheiros, presidente do Senado, e por trás dos bastidores está sempre Lula como uma dama de companhia do rei - quem manda é a dama... O nível de complicações desse jogo dos poderes em Brasília chegou a tal ponto que Dilma não mais mexe as pedras, delegou ao seu vice, Michel Temer, essa função, além da tutela exercida por Lula; se bem que um tutor desses até eu dispensaria, traiçoeiro quando lhe põe um microfone nas mãos... Por vezes os peões do mesmo oponente se rebelam e racham seus partidos. Imaginem isso num universo de mais de 30 partidos dessa República Federativa do Brasil; vira uma verdadeira esbórnia.

 Os cidadãos, desde os que votaram em Dilma e obviamente aqueles que não votaram, querem sua saída do governo e a extinção, execração, aniquilamento do Partido dos Trabalhadores, que na realidade nada mais tem de conceito de trabalhador, e, sim de magnatas de colarinhos brancos, ricos investidores em latifúndios, imóveis a fazer inveja aos sheiks do petróleo, além de encherem os cofres em dólares e ouro nos bancos suíços e dos paraísos fiscais. Lula disse recentemente, aliás, ao fundo barulhento de um panelaço, que Dilma é uma mãezona. Na realidade, mãezona (deles, do PT) são a Petrobrás, o BNDES, os Correios, a CEF e o Banco do Brasil. Os brasileiros estão em xeque-mate, pois já não aguentam mais andar em tantas passeatas, carreatas, cavalgadas e se especializaram em fazer das panelas seu meio de comunicação e de protesto. E Dilma blefa no jogo: sorri e diz que está tudo bem e que isso é democracia, que ela ajudou a criar no País. E o PT vai à televisão e diz tantas inverdades que seus componentes imaginam, a começar pelo presidente de honra, Luiz Inácio Lula da Silva, que a população brasileira é formada por homens imbecis, para não dizer debiloides. Até quando?


Gilson Marcio Machado


São Paulo

segunda-feira, 6 de julho de 2015

PREFÁCIO DO LIVRO : OS PAIS DA GERAÇÃO Y por Moacir Assunção

*Moacir Assunção

Aprendamos com os mestres, o mundo será melhor

Gílson Marcio Machado, escritor e parkinsoniano de 67 anos, e Norberto Chadad, CEO da Thomas Case & Associados, são mestres em suas respectivas áreas e, portanto, têm muito a ensinar. E todos nós, seus leitores, muito a aprender. Exemplo disso é o livro Os filhos da Geração Y, escrito por Gilson, e que conta com uma participação fundamental de Norberto. O primeiro, autor de outras três obras, sofre do temido Mal de Parkinson e, ainda assim mantém viva a sua verve literária, em textos curtos, no formato de crônicas, nos quais traz informações de grande importância aos idosos que, segundo as estatísticas mais recentes, representarão nada menos que 26,7% da população brasileira em 2060 – ante apenas 7,4% neste ano de 2015. Confirmado isso, será um salto extraordinário para um País que sempre jactou-se, desde os anos 1970, de ser uma nação de jovens. Seria como se jovens não envelhecessem.

Norberto, por sua vez, que ocupa os últimos capítulos da obra, vinda a lume em um momento difícil para o País em termos econômicos e sociais, quando enfrentamos o risco concreto de uma recessão, mas também rico em desafios. É nestes momentos, no entanto, que as mentes brilhantes trabalham febrilmente para encontrar saídas para a crise o que, em outros momentos, talvez não fosse necessário e não precisássemos dar tratos à bola para pesquisar e mudar caminhos já traçados de
antemão. Em seu espaço, ele, que é o principal executivo da prestigiada consultoria Thomas Case & Associados, oferece conselhos preciosos para quem pretende ingressar ou se manter no mercado de trabalho, que poderiam, talvez, ser sintetizados em uma frase: “ame tudo o que faz. Todas suas atitudes são um ganho na fortuna cambiante do tempo”, tal como descrito no famoso texto Desiderata, de autoria do poeta e filósofo americano Max Ehrmann.

A exemplo das velhas nações europeias, o Brasil entrou, nas últimas décadas, em um ciclo constante de envelhecimento de sua população. A cada dia que passa, temos a oportunidade de observar – até maravilhados- idosos que antes se limitavam a ficar em casa assistindo TV e reclamando da vida praticando algo bem diferente. Hoje, eles saem para dançar, se encontram, namoram, viajam, trocam experiências e estudam. Vivem com intensidade, enfim. E muitos são ainda cidadãos produtivos nas empresas. Pessoalmente, tenho a experiência de dar aulas na Universidade da Terceira Idade, da Universidade São Judas Tadeu, onde trabalho, e percebo, nesta função, a satisfação de pessoas de 60, 70 anos ao sentirem que ainda podem aprender, descobrir coisas novas, o que é, realmente, a essência de uma vida plena. Somos eternos aprendizes, de fato.

Isso representa uma enorme mudança desde os anos 1970, quando cantávamos, junto com a seleção “Setenta milhões em ação”. Hoje, somos pouco mais de 200 milhões. Esta transformação no perfil populacional é algo bem-vindo porque demonstra que mudou, para melhor, o conceito de velhice no Brasil. No entanto, traz um problema: temos, cada vez mais, uma população menor trabalhando para permitir que outros se aposentem. Essa situação, naturalmente, traz um desequilíbrio ao balanço de pagamentos da Previdência, com menos gente contribuindo por aposentado, de forma que o resultado sempre será o déficit nas contas do governo.

Os povos europeus, com uma história muito mais antiga que a nossa, que integramos o Novo Continente, sofreu e tem sofrido com este problema que se avizinha no Brasil, conforme demonstra Gilson: o crescimento de uma população idosa, combinado com baixas taxas de natalidade, o que produz a equação perversa relatada linhas acima. O que fazer para enfrentar esse grande problema? Não será fácil, mas encontraremos uma saída. Karl Marx, o grande filósofo e economista alemão, disse, certa vez, que o homem jamais se colocou um problema que não conseguisse resolver. E é o que faremos, certamente. Ter consciência dessa dificuldade, como Gilson demonstra em seu livro, já é o primeiro passo nesse sentido.

Na obra, o autor, ao mesmo tempo, em que faz um interessante roteiro sobre os anos 1950, 1960 e 1970, ligando-o com dados históricos do período, também nos oferece dados sobre o Estatuto do Idoso, formas de obter auxílio governamental para idosos, e de calcular o fator previdenciário, entre outras informações úteis para quem vê a passagem do tempo. E sabe que não terá o que fazer para evitar isso. Como diria o mestre escritor e jornalista Fernando Jorge, “a vida é uma permanente conta de subtração”. A frase demonstra, de maneira magistral, a forma curiosa como perdemos, com a passagem do tempo, pessoas que estão ao nosso lado, simbolizado, na mitologia grega, pelo Deus Cronos ( o tempo), que engole a todos, indistintamente do seu poder. Até mesmo Zeus, deus máximo do panteão dos deuses e semideuses gregos, passa pela experiência de ser deglutido por Cronos, embora consiga, depois, reverter o processo.

Assim é que, depois de ler Os filhos da Geração Y, estaremos mais capacitados, primeiro, para enfrentar o dilema da velhice da qual só escaparemos em uma hipótese: se morrermos jovens, o que ninguém quer, salvo os suicidas. Também poderemos conhecer uma doença insidiosa e terrível, o Mal de Parkinson, graças às lições do autor. De outro, poderemos, graças às preciosas dicas de Norberto, construir uma carreira sólida e respeitada em qualquer área da febril atividade humana. O livro de Gilson, então, com participação de Norberto, terá o condão de agradar a jovens e idosos. Os dois lados da balança da vida estarão equilibrados, de forma que prevejo um presente e um futuro glorioso para Os filhos da Geração Y. Como diria um ícone dos anos 1970, quando vivi a minha juventude, Dr Spock, de Jornada nas Estrelas, “vida longa e próspera” para a obra e seus autores.


*Moacir Assunção é jornalista, historiador e professor universitário. Autor do livro recém-lançado São Paulo deve ser destruída – a história do bombardeio à capital na Revolta de 1924 (Record), e de outras nove obras, entre as quais Os homens que mataram o facínora – a história dos grandes inimigos de Lampião, finalista do Prêmio Jabuti 2008, concorrendo com a obra 1808, de Laurentino Gomes. Mestre em História Social pela PUC-SP, é ex-repórter de Política do jornal O Estado de S.Paulo, escreve para várias publicações, como Veja São Paulo, Superinteressante e Aventuras na História (Abril) é jornalista freelancer, consultor em Comunicação Social e professor da Universidade São Judas Tadeu nos cursos de Jornalismo e Gestão de Recursos Humanos.


CONVITE DE NOITE DE AUTÓGRAFOS - livro ; OS PAIS DA GERAÇÃO Y




domingo, 28 de junho de 2015

BRASIL - O MUNDO MARAVILHOSO DOS POLÍTICOS

                 BRASIL - O MUNDO MARAVILHOSO DOS POLÍTICOS

Se nosso país, o Brasil, estivesse geograficamente em outra região do Globo Terrestre, como por exemplo na Ásia, jamais seria um mundo maravilhoso para os políticos como o é nessa sua real localização geográfica, ao sul das Américas, circundado, como ele próprio, por países com democracias recentes e habitados por povos acostumados aos jeitinhos que beneficiam os “colarinhos brancos”, onde a lei por vezes está escrita, até mesmo explicita nas Constituições Federais de cada país , mas há sempre versões dúbias e de exceções de conformidade com o poder aquisitivo dos pseudos réus da vida privada e os quase intocáveis do poder público, na sua maioria com foros privilegiados.

Os governantes, na sua maioria corrupta, fazem do povo “gato e sapato”, como se dizia os antigos sobre os gatos nas mãos dos insensíveis, como se os brasileiros fossem beócios, desprovidos de cultura e conhecimentos globais e informados em tempo real , pois é um país que está à frente dos mais informatizados do mundo cibernético.

Verdade seja dita, o povo está mudando seu comportamento quanto à tolerância aos malefícios e desmandos de seus governantes, haja vista os últimos acontecimentos que tem envolvido manifestações maciças pelas ruas das principais cidades do país de norte a sul e de leste a oeste desse vasto território brasileiro. Adicione-se a coragem e acima de tudo a honestidade de prestar seus préstimos à nação , conforme seus juramentos ao serem diplomados, de juízes a exemplo do Meritíssimo Sérgio Mouro no trato das investigações e julgamentos concernentes a Operação Lava Jato ; e, como o foi, quando na ativa no Supremo Tribunal Federal –STF , o ex-ministro Joaquim Barbosa com o processo da Ação 470 denominada Mensalão.

Mas a verdade é que o nosso povo está habituado aos conchavos , à corrupção, aos corruptores, e historicamente tem convivido com essas esbórnias ao longo de sua história e, pacificamente tolerando a quase impunidade existente. Rouba-se, desvia-se, mente-se, superfatura-se e assim por diante. Não há derramamento de sangue, não há execuções em praças públicas, não há decepação de mãos habituadas a roubar, não há exoneração de políticos que mentem e muito menos prisões aos corruptos – não há , enfim nenhuma sanção corretiva ou coercitiva como nos países asiáticos, por exemplo.  Em nações como os EUA mentir é um crime imperdoável à justiça do país, pode ocasionar a queda por impeachment ou renúncia dos mandatários...E, por aqui, a mentira no meio político é endêmica e tudo é dito por conta de interesses escusos e, tudo fica do mesmo jeito, ou seja, o dito pelo não dito...

É usual se dizer que o brasileiro tem memória curta – ledo engano, tem sim acomodação a situações que a seu ver de nada adianta reclamar ou interceder; afinal, como sempre, tudo acaba em uma grande pizza...

Que bom seria para o nosso povo carente de democracia, ao pé da letra, se possível fosse a aplicação de sanções aos faltosos, tanto do mundo privado, quanto do político, a exemplo das democracias dos países em que as mesmas funcionam plenamente, onde o seu direito termina onde começa o de outrem; onde todos são iguais perante a lei; onde os políticos não fazem de seus mandatos meios de vida e donos de seus cargos , e sim consideram os cargos públicos como pertencentes ao Estado e não tem dono , sendo sim um meio de governar para atingir um fim, que é o bem comum do povo.
Nós brasileiros , somos felizes por natureza – adoramos futebol, carnaval, praias, comunidades de todas as filiações e, assim enumeraríamos várias outras alegrias a nós inerentes – apesar de tudo somos trabalhadores, acreditamos nisso. Pena que poderíamos , além da nossa alegria, vivermos melhor – com um padrão de vida mais justo pelos impostos que pagamos e, que a lei realmente fosse para todos, sem exceção de classes sociais, de profissões e ou cargos públicos.

Uma crônica de

Gilson Marcio Machado

sábado, 20 de junho de 2015

A HORA ESTÁ CHEGANDO

                                A HORA ESTÁ CHEGANDO

Estou agora de madrugada a escrever, quando deveria estar repousando e, logo ao ler , por antecipação, parte do texto da revista Veja, que estará nas bancas ao amanhecer, que anuncia a 14ª fase da Operação Lava Jato denominada Erga Omnes, que é uma expressão usada em direito que significa que a lei deve atingir todos de modo igual - ai pensei :  quem deveria estar acordado por ter motivos para perder o sono, é o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, cujo codinome é Brahma no meio dos carteis e desvios da Petrobras, conforme mencionado em provas em poder da justiça paranaense sob o comando do Juiz Sérgio Moro , segundo a revista, o patriarca da família Odebrecht, declarou que se filho fosse preso, o que veio a ocorrer nesta sexta-feira, precisariam construir mais 3 selas no cárcere, uma  para ele, outra para Lula e uma para Dilma.

Nessa fase da Operação Lava Jato foram presos, neste dia 19, nada mais e nada menos que os Presidentes das poderosas construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez , além de outras 10 pessoas, e foram aplicados 38 mandatos de busca e apreensão , e 9 conduções coercitivas, que obriga a pessoas a prestarem depoimento.

O projeto de governo do PT – Partido dos Trabalhadores, cujo Presidente Emérito e Vitalício é o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, em palavras simplistas : o Chefão e Dono do Partido, está se esfarelando, pois o  povo quando começa a ficar com a barriga vazia e sem emprego, ou seja, como  dizia meu finado irmão : “quando a água começa a bater na bunda” as verdades começam a fluírem e a conversa começa a ser outra. Lula e Dilma já está há tempos com as sua barba e pelos faciais de molho, pois o Instituto Lula, sabe-se lá para que fim se destina e a Campanha Presidencial de Dilma, já foram mencionados na Operação Lava Jato; no caso de Lula o seu instituto teria recebido R$ 3 milhões de reais para remuneração de palestras do ex-presidente -  ora bolas, nem todos ex-presidentes palestrantes num só evento juntos cobrariam tamanho montante em dinheiro...Mas o Instituto de Lula descaradamente teria recebido esse montante ; aliás, o que vem a ser esse instituto, pergunto novamente : a que presta ? Será que o amigo pessoal de Lula que o preside, Sr. Paulo Okamoto, irá atender a CPI da Petrobras ? Ele está convocado...  


Conforme Lula por vezes tem repetido, se algo acontecer a ele o “exército” de Stédile , o MST e outros sindicalistas irão às ruas para defende-lo – é de bom arbítrio que o ex-presidente comece a cair na real, da mesma forma que os mandatários do mundo inteiro , quando nos últimos dias de mandato se sentem sós, abandonados, e esquecidos, pois o seus asseclas e chupins já se debandam para outras pragas , da mesma forma que as pessoas ostentadoras de riquezas pessoais vão a falência, estranhamente os amigos se vão e os novos pobres caem no esquecimento. Não é perfeitamente este caso aqui, pois os protagonistas terão a justiça para prestar contas, ai sim será a debandada geral...

Lançamento de novo livro : OS PAIS DA GERAÇÃO Y







                                                            Sinopse

Gilson Marcio Machado, autor de outras três obras – Crônicas de Um Brasileiro 1 e 2 e Nos Tempos da Brilhantina, lança novo livro com o título de OS PAIS DA GERAÇÃO Y, que faz uma retrospectiva da geração nascida no pós-segunda guerra mundial, que são os pais das atuais gerações X  Y e Z.
Discorre nesse trabalho toda jornada de vida de sua geração e seus contemporâneos, que é a Baby Boom, que são os verdadeiros percursores das modernas tecnologias existentes no mundo atual. Faz um paralelo dos anos 50 até os anos atuais de sua geração com as atuais, no campo da tecnologia, como no da cultura e usos e costumes e, no mundo corporativo.
O livro conta com a participação especial de Norberto Chadad, CEO de Thomas Case & Associados, conhecido como o engenheiro que virou facilitador de gente. Com seus artigos faz uma analise, esclarece e orienta com dicas importantes os empresários e os trabalhadores atuantes no mundo corporativo.


sábado, 16 de maio de 2015

BURACO NEGRO

                                             BURACO NEGRO

Buraco negro é uma região no espaço que possui uma massa grande concentrada que exerce uma força gravitacional não deixando escapar nada dessa força , nem mesmo a luz. E, já que nada consegue se mover mais rápido que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro.

É um exemplo metafórico de como se encontra o Brasil nos dias de hoje, ou seja, estamos literalmente dentro de um buraco negro. Não conseguimos sair, nem modificá-lo, e tudo é engolido por ele , sem que possamos ver nenhuma luz a nossa disposição.

Dentro desse buraco negro estão , por exemplo, as famílias brasileiras que em março passado atingiu um endividamento de 59,6% , ou seja, sessenta por cento das famílias estão endividadas. Os maiores credores são os vorazes cheques especiais, cartões de crédito, cheques pré-datados e empréstimos pessoais, além dos financiamentos pessoais e de carros.

A estabilidade dos preços também está prisioneira nesse buraco negro, pois a inflação está com seu dragão à solta, e os preços tem subido assustadoramente , principalmente nos itens básicos à população, como os alimentos , materiais de limpeza, higiene e perfumaria. Os carrinhos dos supermercados chegam aos boxes dos caixas cada vez mais minguados, pois o dinheiro ficou curto, na verdade desvalorizado nesses itens muito mais que nos índices econômicos...

As empresas brasileiras, principalmente aquelas de pequeno porte, como prestadoras de serviços, restaurantes, bares, hotelaria, festas e entretenimentos de uma forma em geral, estão literalmente prisioneiras desse buraco negro. Não conseguem sair do buraco, não conseguem manter  seus negócios e nem sequer desfazer-se dos mesmos, pois para encerrar suas atividades é preciso ter fundos para pagamentos de rescisões de contratos de alugueis , empregatícios e encerrar a ciranda com os fornecedores.
A situação é tão crítica que virou moda se precaver , os que estão em eminência de falência , e tirar seus bens de seus nomes, colocando-os em nome de parentes ou outros laranjas – o buraco é mais profundo do que possa parecer ...

O povo brasileiro está num estado de apatia, descrença no governo e nas autoridades constituídas, exceção a um juiz que é o Dr. Sérgio Fernando Moro; situação esta muito parecida com a de durante o impeachment de Collor de Mello e quando Itamar Franco assumiu o governo. Naquela ocasião o salva-vidas da pátria foi o Plano Real, que nos dias de hoje em face da administração do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus desmandos, corrupção e um projeto criminoso de governo , corre o risco de se deteriorar e jogar de vez tudo dentro desse buraco negro, que tem uma dimensão a fazer inveja a qualquer galáxia desse espaço sideral.

Uma crônica de

Gilson Marcio Machado

terça-feira, 5 de maio de 2015

O HOMEM - ESSE ANIMAL RACIONAL

                             O HOMEM - ESSE ANIMAL RACIONAL

 O homem usa cerca de 10% de sua capacidade cerebral e, o animal que mais utiliza seu cérebro é o golfinho, que usa cerca de 20%. Esse diferencial de 10% dos golfinhos já fazem que esses animais façam feitos admiráveis a ponto de serem utilizados até por marinhas militares.

Mas atendo-nos aos homens é de se imaginar que há um desperdício de 90% na sua capacidade pensante ; talvez uma bagatela de mais uns 20% aos 10% atuais já seriam de grande valia. Imaginemo-nos com uma potencialidade de 30% do nosso cérebro que maravilhas poderiam ocorrer !

Aproveito o ensejo para levantar uma barbárie que os homens, universalmente, cometem – os protestos em agrupamentos, tais como passeatas, reuniões em espaços públicos, e as consequências que por vezes ocorrem – saques, ações piromaníacas , apedrejamentos e violência física e até armamentistas.

Apesar de que a sociologia explica esses agrupamentos e até os classificam em “multidão – massa – público” e os ramificam como por exemplo Sociedade de Massas (os desejos dos seres humanos em consumir – instigados pela propaganda), não deixam de ser uma barbárie. A exemplo dos agrupamentos de animais em seu habitat natural para se defenderem de outros grupos estranhos aos seus, ou até mesmo o agrupamento de machos com suas fêmeas para se defenderem de outros machos...

Por que é preciso há séculos o uso desses meios para se reivindicar algo ou  protestar contra fatos ou atos que nos contrariam? São os mais antigos e usuais os agrupamentos de protesto de cunho político e mais contemporaneamente os sindicais.

Será que não conseguiremos descobrir outras formas de comunicação entre os grupos sociais, como os munícipes e os governantes de seus municípios, ou os cidadãos de uma nação e os seus governantes constituídos, ou os empregados grevistas e os seus patrões ? Se formos mensurar os enormes prejuízos materiais, físicos e de energias desperdiçadas por falta absoluta de um bom senso entre os homens, chegaríamos a conclusões assustadoras...

Se fizermos neste exato momento uma amostragem desses agrupamentos e outras atividades afins, a nível mundial, citaríamos :

. Os professores em greve nos estados do Paraná e São Paulo no Brasil. Vejam as barbáries que tem ocorrido.
. As manifestações antirracismo em Baltimore nos Estados Unidos , com violência extrema, saques, ações incendiárias a apenas uma hora da capital americana.
. Numa nação destruída, o Nepal, por ter sofrido um terremoto de proporções máximas na escala Richter , o povo saiu às ruas em Catmandu para protestar contra o seu governo por demora na prestação de socorro às vítimas...
. Os refugiados dos seus países que somam hoje 21 milhões de pessoas pelo mundo afora, especialmente os do norte da África com fugas de verdadeiros agrupamentos que fogem da morte certa pela fome ou pela violência em seus países de origem, superlotam embarcações clandestinas e se arriscam pelo Mediterrâneo para alcançar a Europa. Mas estão morrendo em naufrágios. Não há outra forma do mundo resolver problemas dessa natureza?

. As sociedades alternativas em voga no mundo do extremismo e fanatismo em nome do Islamismo, que estão se agrupando em territórios da Síria, Líbia e Iraque. Praticam assassinados em grupos que beiram ao genocídio para chamarem a atenção do mundo ocidental cristão.

Afora as ações dos agrupamentos o homem tem lançado mão de outra forma irracional de tentar fazer prevalecer seus objetivos – é disseminar o ódio pelas redes sociais, não deixa de qualquer forma de serem agrupamentos com formações de grupos com objetivos comuns navegando nas nuvens cibernéticas. A tática não é outra senão disseminar o ódio e instigar os confrontos em agrupamentos físicos. Ai nesse caso o leque de fatos e atos a se protestar e instigar o ódio já é maior, entra as torcidas organizadas do futebol, os partidos políticos, governantes e autoridades rechaçadas até de forma jocosa.

O fenômeno é antigo e universal – é uma mácula na personalidade humana, que em pleno 1º quarto do século XXI ainda faz uso desses meios tão irracionais de resolver seus anseios e necessidades. E, não adianta culparmos só os governantes ou donos do poder que estiverem na pauta, pois tanto os governantes e os outros arrolados são também homens. Os fatos e atos contraditórios estão, portanto, em seus genes.

Talvez a homem em sua evolução genética leve milhares ou bilhares de anos para aumentar o percentual de uso do seu cérebro e, passar a realmente agir como ser racional.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

OS BRASILEIROS PRECISAM DE UMA TERAPIA EM GRUPO

              Os brasileiros precisam de uma terapia em grupo

Estamos passando por dias tortuosos, especialmente nos recantos brasileiros da política e em consequência da economia, pois esta é consequência da outra.

No rol de notícias cotidianas, sem exceção da mídia, invariavelmente as manchetes são sobre corrupção, sejam nos jornais desde os periódicos regionais aos de maiores tiragens, como nos noticiários jornalísticos das rádios e canais de televisões de altos IBOPE.

Os brasileiros nos últimos anos acordam e dormem ouvindo falar de corrupção, lêem sobre corrupção e vivem o seu cotidiano em função dela, tanto em seus domínios domésticos quanto nos seus meios profissionais. Se empregado for, o tema das comunicações das “panelinhas” é a eminência de perda de emprego, dos péssimos resultados da empresa e do seu mercado. Se for empresário, passa o dia em reuniões com seus pares acionistas ou cúpula diretiva, analisando os escândalos do dia e o que poderá influenciar no péssimo desempenho da sua empresa e na economia brasileira.
O escândalo, na verdade o mega-escândalo, do Petrolão, é o de maior repercussão nos últimos tempos; também pudera, conforme os analistas políticos nacionais e internacionais é o maior ocorrido no mundo contemporâneo. E, diariamente a Operação Lava Jato, traz novas ramificações do Petrolão com outros escândalos, alguns já conhecidos e outros até então não.

Os cidadãos dessa nação passam por uma lavagem cerebral  de como praticar a ladroagem, a imoralidade, e como ofuscar como  uma densa neblina, a ética e a brasilidade.

Chegamos à conclusão que o nosso país esta num emaranhado de uma teia, como as das aranhas, de corrupção por todos os nossos rincões, palácios de governo, autarquias, empresas estatais e, o pior de tudo, proliferando cada vez mais nos meios das relações privadas, pois a começar por síndicos de condomínios que superfaturam notas fiscais de materiais de limpeza até aos diretores de empresas que fecham grandes negócios se levarem alguma vantagem a si próprios. Uma grande ordem nacional: superfaturar tudo para pagar propinas aos contratantes e àqueles que possam influenciá-los.
Os malefícios à nação são de ordem geométrica, são tão danosos e com um poder de contaminação extraordinário, que se chega a um ponto de que ser honesto, neste país, é sinônimo de bobo e medroso.

Nós brasileiros precisamos de uma grande terapia em grupo – os terapeutas seriam a ética, o patriotismo e a brasilidade; precisamos de uma contra lavagem cerebral, o que não será fácil de fazê-la, pois quem tem o poder de mudar a cultura de um povo, além dele próprio, são os seus governantes, por intermédio da educação dos jovens, da união dos poderes constituídos e de um fato muito em voga ultimamente: a transparência. Mas como fazê-lo? - pois quem tem as canetas nas mãos são os maiores corruptos. Acham melhor continuar dando as bolsas sociais ao povo, a ensiná-lo a pescar...

Uma crônica de

Gilson Marcio Machado